sábado, 28 de junho de 2008
O Som da Sétima Arte, por Renato Gardasz
Foi ouvindo o lendário Ray Charles que me veio “inspiração” para minha primeira coluna, a convite de duas enigmáticas criaturas que se dizem donos desse humilde blog. Bem, cá estou e se me permitirem, estarei tentando deixar meu recado aqui toda semana, pra ajudar o bando de desocupados que visitam o Palavras de Bar, a escolher o filme do fim de semana, do dia frio, chuvoso, ou até mesmo no mais brilhante dos dias. Musica e cinema sempre fizeram uma dupla e tanto, os exemplos de musicais que fizeram sucesso são vários, Cantando na Chuva, Cabaret, Amor Sublime Amor, A Noviça Rebelde, O Mágico de Oz e até alguns mais recentes como Chicago, Moulin Rouge e Hairspray. Um bom musical é presença garantida em premiações como Oscar e Globo de Ouro e também na coleção dos fãs de musica. Mas outro gênero que esta chamando a atenção dos músicos, é os filmes que mostram a vida de bandas ou cantores que marcaram a juventude de nossos avós, pais e até mesmo a nossa. Em 1991 Oliver Stone (Platoon, Alexandre) realizou The Doors – O Filme, onde levou para as telas umas das maiores bandas de rock de todos os tempos, focando com mais detalhes o vocalista Jim Morrinson (Val Kilmer, clone de Morrinson), Stone nos passou como era ser um astro do rock no fim da década de 60, lidar com “sexo, drogas e rock n’roll”, era lidar com a emoção e a brutalidade de uma geração aos gritos de reverência. Algumas histórias fictícias passaram despercebidas ao longo de alguns anos, como em Rock Star de 2001 e Quase Famosos de 2000, mas foi em 2004 que ressurgiu o gênero “vida de astros”, com Ray, onde se viu Jamie Foxx (Colateral) em uma interpretação de outro mundo de Ray Charles, que lhe rendeu um Oscar e um grande empurrão na sua carreira, Ray é incrível, do começo ao fim, arrancando lagrimas e risos dos espectadores, fãs ou não de Charles. Ray e sua amante cantando Hit The Road Jack em um quarto de hotel é de arrepiar até o ultimo fio de cabelo. Em 2005, Johnny & June mostrou a vida artística de outro mestre da musica, Johnny Cash, interpretado por Joaquin Phoenix (Sinais, Os Donos da Noite), ao lado de Reese Whiterspoon (Legalmente Loira), vencedora do Oscar, interpretando June Carter, parceira fiel de Johnny em boa parte de sua carreira. Esse ano foi lançado mais uma biografia de cantor (Não que eu esteja reclamando!), é a vez de Ian Curtis, excepcional e “psicodélico” vocalista da banda inglesa Joy Divinson, interpretado pelo novato Sam Riley. O longa narra os últimos anos da vida do cantor, que teve uma trajetória curta e intensa, ficou famoso por seu talento de letrista e por suas performances épicas à frente da banda. Sofrendo com os ataques de epilepsia, sem saber como lidar com o seu talento e dividido entre o amor por sua mulher e filha e um caso extraconjugal, ele se enforcou em 18 de maio de 1980, aos 23 anos. Controle – A História de Ian Curtis, é todo em preto e branco, o que nos deixa com a sensação de estar assistindo ao vivo as apresentações da banda. Se você curte musica, mas aquela musica boa, então corra pra locadora ou pra internet, opções não faltam...
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2 comentários:
bela propaganda :)
vou baixar o filme agora!
parabéns também pela maneira como conduz suas palavras, enigmático.
beijo
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